terça-feira, 10 de novembro de 2015

Projeto Minitelejornal


Minitelejornal produzido pra a disciplina de telejornalismo 

Alunos do 5º semestre de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo da FAPCOM.


sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Desabafo de uma feminista


Tenho infinita admiração por ativistas do feminismo, que saem as ruas, que organizam levantes, movimentos e, que tem acima de tudo, paciência. 

Digo isso porque eu sou uma feminista, nasci feminista, foi assim que aconteceu. Desde pequena tive a sensação de que algo estava errado, porque eu era menina. Questionamentos talvez surgiram porque eu via que meus primos e meu irmão por exemplo, tinham muito mais direito de ir e vir do que eu. Sempre tive regras em relação a postura, roupas, trejeitos. Era uma descarga de "não pode isso", "não pode aquilo". Lembro uma vez da minha avó ficar horrorizada e dizer que eu nunca ia ser uma moça daquele jeito, tudo isso porque eu não consegui colocar uma blusa mais justa sem enrolá-la nas costas. Graças as forças do universo, além de feminista, eu nasci rebelde, dentre tantas outras coisas, eu nunca aceitei estar em uma posição que considerasse injusta. 

Fui/sou muito dura em relação as minhas decisões, chateei tantas pessoas que amo, por uma causa: a de ter o direito de fazer as minhas próprias escolhas. É muito difícil as pessoas aceitarem isso, digo por experiência própria, e acredito que muitas mulheres compartilham isso comigo. 

Cerca de 99% das pessoas que eu conheço simplesmente não entendem que mulher pode fazer o que ela quiser, sem dar satisfação, sem precisar mostrar nada pra ninguém. Mulher não precisa de marido, de filho, de postura. Mulher não precisa de nada pra ser feliz, a não ser a vontade dela.

A minha admiração pelas ativistas é porque eu não consigo mais discutir, mais debater. Quando alguém me fala "feminismo é falta de rola", sinto que a ignorância do ser é tão forte, que eu fico até fraca, penso: será que vale a pena mesmo discutir? Será que eu vou mudar alguma coisa no pensamento delx, ou eu só vou passar raiva e ir dormir com a cabeça pesada pensando em todas as outras merdas que elx vai acabar falando e eu não vou gostar? Assim, prefiro o silêncio.

O que eu faço hoje é o que eu fiz a minha vida inteira, mesmo sem saber, não me curvar a esse pensamento MACHISTA, SIM, que está entranhado na sociedade. Dói-me o coração ver uma mulher falando mal da outra. Dói-me ver uma mãe podando uma filha, para que ela seja "uma mulher pra casar", dói-me profundamente.

Assim, presenciando tudo isso, eu fui me moldando pra fora. E foi triste, é triste. Mas também libertador. Todas as brigas com a família por não querer lavar a louça enquanto os homens tomavam cerveja e assistiam o futebol, todas as noites chorando por não entender o porquê tudo era daquela forma, me deram forças e colocaram em frente a esta luta diária, que muitos não entendem, chamada feminismo.

Hoje, sou casada, em uma relação heterossexual, nunca me imaginei casada, porque nunca imaginei que existia um homem NORMAL. Compartilhar igualmente as tarefas de casa, não definir que roupas eu uso, de que forma devo me portar, com que tom de voz devo falar, isso é atitude de uma homem normal, em minha opinião. Não digo que ele é feminista, pois também compartilho da ideia que homem é feminista até a hora que pisar no calo, vulgo ego, dele. Mas não creio que seja necessário, ele sendo normal já está ótimo.

Uma coisa curiosa que vivencio ao lado do meu marido, é ter que lidar com o machismo que se instalou contra ele, pelo fato de não termos uma relação (perante a sociedade) convencional. Isso tudo porque eu falo abertamente do feminismo a hora que eu quiser, uso a roupa que eu quiser, bebo o quanto eu quero, falo palavrão, enfim, tenho a "permissão" para ser eu mesma, vê se pode. Recebemos uma porrada de deboche de amigos e até familiares, com aqueles nominhos "frouxo", "pau mandado" bla bla bla. Acho que ele sente a mesma coisa que eu, o quão é grande a ignorância alheia, e o desgaste mental e salivar que seria ter que explicar tudo. Não vale a pena.

O presente, e pessoal, desabafo, é apenas para enfatizar minhas fraquezas e também minhas virtudes. Meu sofrimento diário está diminuindo, graças às outras mulheres que também colocam a boca no trombone e estão conquistando o seu espaço, que é de direito. Fico atônita quando me deparo com uma mulher que não acredita no feminismo, a mesma mulher que pega o transporte púbico, que ganha menos, que tem uma relação abusiva, que acredita que seja seu dever trabalhar, cuidar de casa, de filho, transar... É uma sensação que realmente, eu não tenho a capacidade de explicar.

Luto todo dia, da forma que posso, derrubando o machismo que ousa aparecer na minha humilde vida. Dando o exemplo. Sofrendo em silêncio, mas resistindo, sempre.


sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Fica ou não fica?


Fica ou não fica?

Atual crise política e ameaça de impeachment da presidente Dilma divide opiniões entre brasileiros

Desde as últimas eleições presidenciais em outubro do ano passado a presidente Dilma Rousseff tem sofrido pressões da população após a tomada de diversas medidas contrárias as propostas em campanha, como o aumento de juros e redução de investimento em programas que foram os carros-chefe do Partido dos Trabalhadores desde o governo Lula, como o FIES e o Ciências Sem Fronteiras que foi literalmente cessado este ano, sem previsão de abertura de novas bolsas de estudo.

Além de todos estes fatores, a alta do dólar e uma possível crise econômica agravam a rejeição popular ao atual governo. Algumas manifestações foram organizadas em todo país pedindo pela saída da presidente.  O estopim foram as acusações de corrupção envolvendo a maior empresa estatal do país, a Petrobrás. O pedido de impeachment de Dilma nas ruas não é a única reclamação do povo, o acumulado de insatisfações motivou diversas pessoas a saírem às ruas, cada uma com suas particularidades ideológicas.

O vereador Marcos Santana eleito pelo PSDB, acredita que o impeachment da presidente seria uma forma de mostrar que o povo e a vontade popular estão acima de seus governantes “Esses políticos se apoderaram da coisa pública para fazer negociatas como se tudo lhe pertencessem, assaltaram o nosso banco público e a presidente não pode alegar desconhecimento por duas razões: primeiro porque é Chefe da Nação e, segundo porque foi beneficiada por esse esquema fraudulento” comenta. Ainda segundo o representante público, o impeachment mudaria a política dos próximos governos e ajudaria na desconstrução da cultura do “tudo pode” no país “o crime de responsabilidade da presidente no que diz respeito ao petróleo, por exemplo, não está relacionado a ela ser ré ou se vier a ser condenada pela operação Lava Jato, é o comportamento dela em relação as pessoas envolvidas” complementa.

Na última manifestação que ocorreu em São Paulo no dia 16 de agosto, foi evidente a presença de diversos grupos, alguns pedindo pelo impeachment, outros a retomada do poder pelos militares, o fim da corrupção e até alguns mais extremistas, com hinos e faixas que enunciavam preconceito.
A aposentada Regina Gurgel presenciou as manifestações das Diretas Já e o impeachment do presidente Collor, ela acredita que esses momentos da história política do Brasil ajudaram a repartir a população entre direita e esquerda, mas que nada impediu que os governantes formassem alianças partidárias e constituíssem esquemas de corrupção desde então “A presidente Dilma já assumiu o país num processo de corrupção muito forte, a corrupção vem desde todos os tempos, ela não é culpada pela corrupção, ela pode ter sido mais passiva do que deveria, mas acho que um país democrático é aquele que respeita o governo que ele elege”. A ex-gerente da empresa VASP ainda salienta que “o povo brasileiro está mais amadurecido para refletir em cima disso, existe uma parte da mídia atuando  e golpe de Estado também se dá de uma forma sutil”.

O historiador Alfredo José acredita que as manifestações são democráticas mas, que os mais interessados são representantes das chamadas classe A, donos de empresas, latifundiários e representantes de bancadas evangélicas “essas manifestações só estão acontecendo com força no sul e sudeste porque estão mexendo com um povo, vamos dizer uma classe social mais alta, que não aceita muita coisa que melhorou no país, por exemplo uma pessoa que tem sua faxineira hoje dividindo um banco de avião” , o professor também afirma que a mídia influencia muito as pessoas e que não acredita no impeachment da presidente “um governo de esquerda nunca ficou tanto tempo no poder, acho necessária a troca, mas não acho necessário  voltar essas pessoas que controlaram o nosso país durante muito tempo, desde a ditadura militar, reacionários que não querem mudança,  querem deixar o a população no mesmo status quo de sempre” desabafa o profissional.

Segundo o Instituto Data Folha, cerca de 135 mil pessoas participaram do protesto em São Paulo na última manifestação, já a Polícia Militar contabiliza 350 mil manifestantes.

O supervisor de vendas Rodrigo Santana é contra o impeachment, para ele “não tem como culpar só uma pessoa, por qualquer situação que o país esteja enfrentando seja econômica ou social”, o profissional que trabalha em um dos locais mais frequentados pela classe alta paulistana, a rua Oscar Freire, também não acredita que os sucessores de Dilma no caso de um impeachment estejam capacitados para exercer a função na situação que o país se encontra “acho que parada a Dilma não está, isso tem que ser levado em consideração, ela pode não estar tomando as melhores atitudes ou demorando um pouco, mas com certeza alguma coisa está sendo feita (...) ela está aí, ela resolve o problema, e acho também que toda aparte da sociedade tem que fazer o papel de entender e correr atrás principalmente na parte financeira, tentar se adaptar a situação e continuar movendo a máquina da economia porque senão realmente se todo mundo se assustar vai parar e a culpa não vai ser só dela.”


As manifestações contra a presidente e seu partido são organizadas pela internet, nas redes sociais por grupos auto intitulados de neo-liberais, como o Revoltados Online e Movimento Brasil Livre.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

O hipnotista

Resenha literária produzida para a disciplina de jornalismo cultural. Juntando o útil ao agradável já que ler é uma das minhas atividades favoritas.





O hipnotista. KEPLER, Lars. Ed. Instrínseca. RS 39,90


Perigosa Psique

Quando um médico se dedica a cuidar da mente dos outros pode acabar entrando em um terreno obscuro e se difundir àquelas memórias escondidas. A hipnose torna-se perigosa quando seus pacientes já não sabem mais distinguir suas lembranças da própria realidade.                                                                                                    


Uma semana. É tempo suficiente para que a vida do psicanalista Erik Maria Bark mudasse radicalmente desde seu último atendimento. Há mais de dez anos sem praticar hipnose, ele se vê obrigado a retomar a técnica para descobrir pistas de um sangrento assassinato na cidade de Tumba na Suécia. Juntamente com o investigador Joona Linna, Erik acaba se envolvendo no caso que deixou uma família inteira morta de forma cruel e fria. Com apenas um sobrevivente à chacina, Josef Ek, o filho do casal vítima do ataque. Erik quer ajudar a polícia a encontrar o verdadeiro assassino e, para isso, hipnotiza o garoto de quinze anos de idade, ainda no hospital. A irmã mais velha de Josef, Evelyn, mora em outra cidade e a polícia acredita que ela pode estar correndo risco de vida, já que o alvo do criminoso, aparentemente, fora exterminar toda a família de uma vez. 

(p.29)"Sob a luz fria do saguão, Joona viu que os corpos ensanguentados tinham sido arrastados pelo chão. Gotas de sangue cobriam a chaminé de tijolos aparentes, a televisão, os armários da cozinha, o forno. Joona observou o caos: a mobília virada, a prataria espalhada, as pegadas e marcas de mão desesperadas. Quando parou em frente ao corpo mutilado da garotinha, lágrimas começaram a correr por seu rosto. Ainda assim, se obrigou a imaginar com exatidão o que havia acontecido: a violência e os gritos."

O que não se podia esperar no desenrolar da narrativa é que a história começaria a desconstruir as expectativas criadas no início em relação à autoria dos crimes. E recorrentemente os autores o fazem novamente. Assim, nunca sabemos o que ocorrerá adiante, tornando o livro extremamente intrigante. 

O inverno sueco retratado pelos autores ajuda a reforçar o clima de mistério que perdura por toda a narrativa. Paisagens inóspitas, montanhas e neve dão o cenário às investigações iniciadas pela polícia, mas que aos poucos envolve toda a família do psicanalista. Acontece que devido às suas antigas experiências com hipnose, ele acabou influenciando as vidas de seus antigos pacientes. Com a retomada, o hipnotista se vê cercado de mentes conturbadas e perigosas que querem se aproximar dele novamente.                                                                                                                                                                                                                                              

Freud explica

A abordagem psicológica torna-se interessante, pois parte dos protagonistas de distúrbios psicológicos são crianças e adolescentes. Relata uma realidade rebuscada de Freud, que fundamentou as fases da construção do EU em vivências da infância que ele acessava através da hipnose. Traumas de infância que dão origem a problemas psíquicos profundos na vida adulta são mostradas em O hipnotista através dos diálogos entre paciente e psicanalista, no caso Erik.  

Assim como Freud, as técnicas de seu tratamento com seus pacientes foram criticadas pela sociedade e principalmente pela mídia. Fazendo Erik abandonar a hipnose por mais de uma década.

Um extenso capítulo é destinado a contar as histórias individualmente dos pacientes de Erik, antes dele cessar a prática de hipnose. O psicanalista participou de uma pesquisa que ajudava vítimas de grandes traumas a se recuperarem psicologicamente através da técnica Freudiana. Um prato cheio para quem gosta de psicologia.

(p.94) " - Tudo bem, tudo bem - sussurra Kristina de forma tranquilizadora. Ela puxa a garota mais perto e acaricia sua cabeça. Mas de repente grita e empurra Evelyn para longe, direto no chão.
 - Maldição, ela me mordeu... Ela me mordeu, porra!

Kristina olha espantada para os dedos cobertos com sangue que escorre de um ferimento no meio do pescoço.

No chão, Evelyn esconde um sorriso perturbado com a mão. Então seus olhos reviram-se e ela fica inconsciente."


O romance policial do pseudônimo Lars Kepler (Alexander Ahndoril e Alexandra Coelho Ahndoril), ganha mais sangue em O hipnotista, o primeiro livro do casal sueco. Lançado em 2009 na Suécia, hoje está publicado em mais de 30 países. O segundo volume da série aborda o inspector Joona Linna e foi publicado em 2011 com o título de O Executor. Alexander Ahndoril, já possui outros títulos de sua autoria mas ambos foram premiados pela execução de O hipnotista.


Sem nunca perder o clima de suspense, a história vai se desenrola de forma pertinente, e que surpreende o leitor a cada capítulo. Os acontecimentos são movidos a tensão e medo. Em algumas passagens, um suave arrepio transcorre a espinha de quem lê. Aumentando a curiosidade de saber quem realmente fez o quê e, qual o grau de envolvimento dos personagens na trama, já que isso vai sendo revelado aos poucos.

(p.186)"Assim que entram no vestíbulo são atingidos pelo nauseante cheiro de sangue azedo. Durante um breve momento Simone sente o pânico aumentar em seu peito: o fedor é podre, doce, não muito diferente de excremento. Ela olha para Kennet. Ele não parece perturbado, apenas concentrado, os movimentos calculados com cuidado. Passam pela sala. Com o canto do olho, Simone tem uma visão das paredes e da lareira de pedra-sabão manchadas de sangue, o caos absoluto, o medo se erguendo do chão.

Ouvem um rangido em algum lugar dentro da casa. Kennet fica imóvel, saca calmamente sua antiga pistola de serviço, solta a trava de segurança e confere que está carregada. 

Ouvem mais alguma coisa: um barulho oscilante, pesado, arrastado. Não parecem passos. Parece alguém se arrastando lentamente."

Extremamente viciante. Você pode acabar com quatrocentas páginas em poucos dias, já que a história possui reviravoltas constantes, o que acaba "enganando" o leitor em vários momentos. Não é o tipo de livro que se mata a charada antes do final, o que deixa tudo mais intrigante. A descrição psicológica dos personagens ganha muito mais força neste suspense e faz com que o leitor se transporte para as sessões de hipnose junto com os pacientes e o próprio doutor Bark. As entrelinhas da psicologia e a dinâmica de um romance policial recheado de sangue e crueldade, nesta receita com certeza o casal Anhdoril acertou.






quarta-feira, 15 de abril de 2015

O tabagismo no Brasil



 Ouça a matéria produzida para a disciplina de radiojornalismo da FAPCOM através do link:


De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o tabagismo é a principal causa de morte evitável no planeta. Estima-se que cerca de 200 mil pessoas morram todo o ano no Brasil em decorrência do fumo.

Em 2014, o Ministério da Saúde em parceria com o IBGE realizou a Pesquisa Nacional da Saúde (PNS), que abrangeu mais de 63 mil brasileiros.

A partir desta iniciativa foi identificada a queda do número de fumantes no país em 17% desde seu último levantamento feito em 2008.

O aposentado Claudio Battaglini, comenta sua experiência como fumante há mais de cinquenta e um anos.
Hoje com 67 anos, Claudio afirma que já tentou parar de fumar sozinho inúmeras vezes mas que o vício sempre o venceu.

Estudos comprovam que os males do cigarro afeta não apenas quem fuma, mas também aqueles expostos à fumaça do cigarro. 

Em São Paulo a lei Antifumo, já em vigor, acompanha uma tendência internacional adotada em cidades como Nova York, Londres, Paris e Buenos Aires.

Para aqueles que pretendem parar de fumar, o Sistema Único de Saúde (SUS) possui tratamento específico, disponibilizando medicamentos e o acompanhamento profissional.

Comentários, críticas e sugestões são bem-vindos.
Continue acompanhando o blog e participe das enquetes. É muito bom compartilhar essas experiências com vocês.

See you later!

 

terça-feira, 14 de abril de 2015

Viagem para o esquecimento


O longa-metragem que aborda de forma sensível e extremamente íntima a doença de Alzheimer

 
Este drama comovente é baseado no romance da escritora Lisa Genova e conta a história de Alice Howland (Julianne Moore), uma renomada professora de linguística da Universidade de Columbia em Nova York nos Estados Unidos. 

Em uma mesa repleta de taças e vinho branco, um brinde é feito em homenagem aos cinquenta anos de Alice. A sua volta, o marido e médico John (Alec Baldwin) e seus dois filhos mais velhos comemoram a data em um belo restaurante nova iorquino. Alice é admirada por todos por ser uma mulher extremamente inteligente e brilhante.

Entre dar aulas, escrever livros e praticar esportes, a professora ainda tem um ótimo relacionamento com toda a família, salvo alguns desentendimentos com a sua filha mais nova Lydia, interpretada por Kristen Stewart, devido sua insistência para que a filha curse uma faculdade. Lydia segue uma companhia de teatro e vive com amigos em um  apartamento fora da cidade.

O tema central da trama inicia-se quando a professora percebe que frequentemente esquece algumas palavras e um dia simplesmente se perde caminhando pelo campus da universidade que há anos leciona.

Preocupada, vai a um neurologista e após alguns exames, Alice é diagnosticada com Alzheimer, uma doença incurável que destrói aos poucos as células cerebrais causando a perda das funções cognitivas (memória, orientação, atenção e linguagem).

O tipo da doença que a afeta é raro e sua alta capacidade intelectual agrava a situação fazendo com que o Alzheimer se espalhe rapidamente por seu cérebro, afetando não só a ela, mas todos ao seu redor.

A luta da personagem contra a doença começa neste momento, e Alice usa de todos os recursos para não se esquecer de quem é e das pessoas que ama. 

"Para Sempre Alice" mostra de forma intimista os efeitos da doença de Alzheimer na professora, que vai declinando-se à doença, perdendo pessoas, posições e a si mesma. Por outro lado o diagnóstico a aproxima de sua filha caçula Lydia, que passa a frequentar sua casa e fica ao lado da mãe quando a doença entra em estágios mais avançados.

A interpretação impecável de Julianne Moore merece destaque, a atriz ganhou mais de 30 prêmios por sua atuação em Para Sempre Alice, incluindo O Oscar, o Globo de Ouro, o Spirit Award, BAFTA, o SAG e o Hollywood Awards.

Outra curiosidade sobre o longa é que ele foi dirigido e coproduzido por cônjuges que enfrentavam um sério problema durante as gravações, o diretor Richard Glatzer casado com Wash Westmoreland desde 2013, estava sofrendo da doença degenerativa ALS (esclerose lateral amiotrófica) em estágio avançado. O filme foi finalizado, mas Richard faleceu três dias antes da celebração do Oscar, onde a atriz protagonista de "Para Sempre Alice" ganhou o prêmio.