quarta-feira, 15 de abril de 2015

O tabagismo no Brasil



 Ouça a matéria produzida para a disciplina de radiojornalismo da FAPCOM através do link:


De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o tabagismo é a principal causa de morte evitável no planeta. Estima-se que cerca de 200 mil pessoas morram todo o ano no Brasil em decorrência do fumo.

Em 2014, o Ministério da Saúde em parceria com o IBGE realizou a Pesquisa Nacional da Saúde (PNS), que abrangeu mais de 63 mil brasileiros.

A partir desta iniciativa foi identificada a queda do número de fumantes no país em 17% desde seu último levantamento feito em 2008.

O aposentado Claudio Battaglini, comenta sua experiência como fumante há mais de cinquenta e um anos.
Hoje com 67 anos, Claudio afirma que já tentou parar de fumar sozinho inúmeras vezes mas que o vício sempre o venceu.

Estudos comprovam que os males do cigarro afeta não apenas quem fuma, mas também aqueles expostos à fumaça do cigarro. 

Em São Paulo a lei Antifumo, já em vigor, acompanha uma tendência internacional adotada em cidades como Nova York, Londres, Paris e Buenos Aires.

Para aqueles que pretendem parar de fumar, o Sistema Único de Saúde (SUS) possui tratamento específico, disponibilizando medicamentos e o acompanhamento profissional.

Comentários, críticas e sugestões são bem-vindos.
Continue acompanhando o blog e participe das enquetes. É muito bom compartilhar essas experiências com vocês.

See you later!

 

terça-feira, 14 de abril de 2015

Viagem para o esquecimento


O longa-metragem que aborda de forma sensível e extremamente íntima a doença de Alzheimer

 
Este drama comovente é baseado no romance da escritora Lisa Genova e conta a história de Alice Howland (Julianne Moore), uma renomada professora de linguística da Universidade de Columbia em Nova York nos Estados Unidos. 

Em uma mesa repleta de taças e vinho branco, um brinde é feito em homenagem aos cinquenta anos de Alice. A sua volta, o marido e médico John (Alec Baldwin) e seus dois filhos mais velhos comemoram a data em um belo restaurante nova iorquino. Alice é admirada por todos por ser uma mulher extremamente inteligente e brilhante.

Entre dar aulas, escrever livros e praticar esportes, a professora ainda tem um ótimo relacionamento com toda a família, salvo alguns desentendimentos com a sua filha mais nova Lydia, interpretada por Kristen Stewart, devido sua insistência para que a filha curse uma faculdade. Lydia segue uma companhia de teatro e vive com amigos em um  apartamento fora da cidade.

O tema central da trama inicia-se quando a professora percebe que frequentemente esquece algumas palavras e um dia simplesmente se perde caminhando pelo campus da universidade que há anos leciona.

Preocupada, vai a um neurologista e após alguns exames, Alice é diagnosticada com Alzheimer, uma doença incurável que destrói aos poucos as células cerebrais causando a perda das funções cognitivas (memória, orientação, atenção e linguagem).

O tipo da doença que a afeta é raro e sua alta capacidade intelectual agrava a situação fazendo com que o Alzheimer se espalhe rapidamente por seu cérebro, afetando não só a ela, mas todos ao seu redor.

A luta da personagem contra a doença começa neste momento, e Alice usa de todos os recursos para não se esquecer de quem é e das pessoas que ama. 

"Para Sempre Alice" mostra de forma intimista os efeitos da doença de Alzheimer na professora, que vai declinando-se à doença, perdendo pessoas, posições e a si mesma. Por outro lado o diagnóstico a aproxima de sua filha caçula Lydia, que passa a frequentar sua casa e fica ao lado da mãe quando a doença entra em estágios mais avançados.

A interpretação impecável de Julianne Moore merece destaque, a atriz ganhou mais de 30 prêmios por sua atuação em Para Sempre Alice, incluindo O Oscar, o Globo de Ouro, o Spirit Award, BAFTA, o SAG e o Hollywood Awards.

Outra curiosidade sobre o longa é que ele foi dirigido e coproduzido por cônjuges que enfrentavam um sério problema durante as gravações, o diretor Richard Glatzer casado com Wash Westmoreland desde 2013, estava sofrendo da doença degenerativa ALS (esclerose lateral amiotrófica) em estágio avançado. O filme foi finalizado, mas Richard faleceu três dias antes da celebração do Oscar, onde a atriz protagonista de "Para Sempre Alice" ganhou o prêmio.